Um fisiologista genial, embora estranho e audacioso, muito conhecido no mundo científico europeu. Apenas para provar que qualidades como virtude, coragem e inteligência dependem do oxigênio, ele usa sua riqueza para estabelecer uma fábrica de iluminação na cidade de Quiquendone e bombeia oxigênio puro na atmosfera da cidade. Ele não sente o menor remorso ao transformar pessoas — e até animais e plantas — em objetos de um experimento massivo (in anima vili). Ele desaparece após a explosão da fábrica.
Sua nacionalidade, idade precisa e experiências passadas são desconhecidas; ele é um excêntrico que parece ter saído diretamente de um conto de Hoffmann. Diz-se apenas que ele possui ideias revolucionárias sobre fisiologia, compete com cientistas modernos e é rico o suficiente — ou apoiado por alguém rico o suficiente — para não medir despesas para este experimento.
Um homem robusto, de altura mediana; é difícil estimar sua idade. Com seu rosto sorridente, cabeça erguida, narinas largas e boca grande que aspira o ar profundamente, ele tem uma estrutura que parece tão inquieta como se tivesse mercúrio nas veias e agulhas sob os pés.
Van Tricasse
O maior joguete de seu experimento; trata-o com falsa polidez e evidente desprezo.
Gédéon Ygène
Seu assistente leal, mas que aos poucos é tocado pelo peso da consciência.