O imperador russo da época. Ele é a figura de fundo mais poderosa do romance e representa não apenas a autoridade, mas serve como prova de como o poder absolutista torna uma pessoa arrogante, implacável e desconectada da realidade. A palavra final sobre as decisões que determinam o destino de Hadji Murad pertence a ele. Ele legitima sua própria crueldade sob o disfarce da sobrevivência e da virtude do Estado. Enquanto ordena a destruição de vilarejos no Cáucaso e o exílio de camponeses inocentes, não há um traço de misericórdia em sua mente; pelo contrário, ele se fantasia como uma figura suprema carregando o bem-estar do mundo inteiro sobre seus ombros.
Ele está no trono há anos e testemunhou inúmeras guerras e rebeliões (incluindo a dos dezembristas), suprimindo-as da maneira mais brutal. Como resultado dos bajuladores que o elogiam constantemente, ele perdeu toda a conexão com a realidade e começou a se sentir como uma entidade semidivina.
Alto e de estrutura larga. Veste uma casaca preta que aperta firmemente sua barriga grande. Seu cabelo rareou e ele o penteia meticulosamente como uma peruca para cobrir as falhas. Suas suíças lembram salsichas. Ele irradia uma autoridade aterrorizante com seus olhos opacos, semelhantes a chumbo, em um rosto pálido.
Hacı Murat
Apenas um peão insignificante a ser usado para subjugar o Cáucaso.
Çernışev
O ministro de quem não gosta, mas de quem depende e que deve cumprir suas ordens.